20 de agosto de 2015

Há uniões que vencem o tempo


A vida encarrega-se de selecionar as pessoas que mantemos do nosso lado. Cada vez são menos os amigos que vemos todos os dias mas isso não significa que não estejam lá para nos aconchegarem com um abraço apertado.
Não são precisos dramas nem conspirações alheias. A minha amiga, se algum dia o foi de verdade, vai ser para sempre, com mais ou menos confidência. Tenho a certeza que ela nunca me negará uma ajuda.
Mas o tempo corre no seu ápice e não dá tempo para nos despedirmos ou de fazermos promessas de união eterna. Uns ficam, outros vão. E temos de os deixar ir. Ou ficar. Sei de segredos de pessoas com quem, talvez, nunca irei mais falar. De uns ficam as recordações, de outros fica a caixa de mensagens aberta para marcarmos um café logo à noite.

 Cada pessoa com as suas circunstâncias, e são exatamente essas que vão delineando o caminho de cada uma. Quem sabe o nosso se cruze com aquela amiga com quem já não falamos há imenso tempo. Não preciso de ver todas as pessoas que gosto todos os dias, eu tenho um lugar para elas reservado bem cá dentro, no meu coração apertadinho e que se derrete como a manteiga.

Mas se é para consevar uma amizade, que seja da maneira mais pura e simples. Para isso, quero mais encontros sem filtros, conversas frente a frente e noticias que não apareçam na tela do computador. Quero mais fotos para afixar nas paredes do quarto e não no instagram, momentos que não durem os 10 segundos do snapchat. A nossa amizade merece mais que isso.

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